quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

Nova Hilux e SW4









Uma leve plástica, mais itens de conforto, opção de propulsor movido a gasolina para a picape e terceira fileira de bancos para o SUV. Foi de forma discreta, bem ao modo japonês, que a Toyota mexeu na linha Hilux para 2009. Sem estardalhaço, a montadora melhorou um produto que já é referência em seu segmento e, aproveitando o jeito discreto de fazer as coisas, não deixou quase ninguém perceber que também aumentou os preços: a versão top de linha (SRV 4x4 cabine dupla automática), por exemplo, ficou R$ 3 600 mais cara, enquanto a de entrada (STD 4x2 cabine simples 4x2) pede um cheque R$ 800 mais gordo.

Em linha com a disciplina oriental, a Toyota segue coerente e não cobra a mais apenas pela renovação visual da Hilux, que traz grade dianteira e lentes dos faróis redesenhadas e novo pára-choque: a opção mais luxuosa ganhou comandos do rádio e do computador de bordo (também inédito) no volante, painel de instrumentos do tipo Optiron (o mesmo do Corolla), ar-condicionado digital e bancos de couro, entre outros. A intermediária SR traz agora pormenores como console com porta-óculos e alargador de pára-lamas, além da estréia do bom motor 2.7 l 16V com tecnologia VVT-i. Em comum para todas as versões com cabine dupla, novas rodas e acerto de suspensão traseira.

Em Pilar, na Argentina, o Carro Online pôde percorrer apenas 11 km com cada versão, trajeto obviamente curto para uma avaliação mais contundente, mas suficiente ao menos para conhecer a opção a gasolina, que estréia em 7 de novembro nas concessionárias junto aos outros modelos. Só gasolina? Por enquanto, sim. “Embora ainda não seja flex, nossa picape tem garantia de 3 anos e excelente desempenho”, disse Frank Gundlach, gerente-geral de marketing da montadora. Ou seja, a tecnologia bicombustível é questão de tempo.

Ao volante, a Hilux 2.7 VVT-i – nome escolhido para a novidade – agrada bastante. A primeira girada na chave com a porta ainda aberta assusta, já que o barulho alto do bloco de 2694 cm3 lembra até a versão diesel, mas o isolamento acústico trabalha bem com vidros fechados e ar-condicionado ligado. Os 158 cv de potência a 5 200 rpm e os 24,5 kgfm de torque a 3 800 rpm não fazem a vida de quem está acostumado com motores a diesel tão dura na cidade, embora o motorista deva sentir certa falta de torque em circuito off-road – como dissemos, a avaliação foi curta para tirar essa prova.



Câmbio, só manual de 5 marchas. Não chega a ser duro como o da irmã mais cara, mas também não passa perto da suavidade de um Corolla. Da versão anterior do sedã, aliás, a picape leva itens como o volante e o rádio em todas as opções, criando um ambiente de carro de passeio por dentro. Em relação à luxuosa SRV diesel, a SR a gasolina também tem cabine mais simples.

Só que tudo faz sentido na hora de assinar o cheque de R$ 79 600 pelo lançamento. São nada menos que R$ 39 200 de diferença para a equivalente a diesel, que traz a mais tração 4x4, bancos de couro, computador de bordo e apliques imitando madeira, entre outros. Certamente esse investimento vale para quem vive no campo, mas, para os “caubóis do asfalto”, a economia é muito bem-vinda. Mesmo assim, a Toyota é cautelosa ao estimar as vendas da nova versão: apenas 10% do mix. A julgar pelo sucesso que esses modelos fazem na cidade, porém, tudo indica que a participação da Hilux a gasolina será maior.








A versão fechada (e mais luxuosa) da Hilux também mudou. E, diferentemente de antes, agora ela traz identidade própria: faróis, grade e pára-choques são diferentes da picape. A traseira também passou por leves modificações.

Mas o mais interessante está dentro do SUV. A estréia da terceira fileira de bancos agora permite levar sete passageiros com um conforto razoável para os dois que ficam lá atrás. Ao contrário de algumas minivans, que tornam a viagem de adultos desconfortável se eles estiverem na “turma do fundão”, a SW4 abriga numa boa os mais crescidos, mas, como é característica nesse tipo de solução, torna o acesso difícil.

Os passageiros também podem desfrutar de saídas de ar-condicionado na segunda e terceira fileiras. Os itens de conforto agregados à Hilux SRV também chegam ao SUV. O preço, porém, não foi divulgado, o que deverá ocorrer apenas no Salão do Automóvel. A versão anterior custava R$ 154 100.


Por mais que o custo/benefício da nova 2.7 VVT-i seja atraente, as estrelas da linha Hilux ainda são as versões movidas a diesel, sobretudo as luxuosas SRV. Com preço a partir de R$ 107 600 (4x2 manual), a série ainda traz a 4x4 manual (R$ 118 800) e a top 4x4 automática (R$ 125 600).

Suave de dirigir, a picape, no curto test-drive, deu a impressão de pular um pouco menos graças ao novo acerto da suspensão. As demais características da Hilux, como interior agradável e bem-acabado e projeto moderno diante das concorrentes (ela foi lançada em 2005), permanecem por lá e se unem num conjunto que torna o modelo da Toyota superior ao das rivais. Agora mais do que nunca, como diria um famoso apresentador.

Baixa do IPI diminui preço de automoveis

O Ministério da Fazenda isentou os carros com motor até 1.0 da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Enquanto isso, nos Estados Unidos o projeto de ajuda imediata de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões) para GM, Chrysler e Ford foi barrado no senado na noite dessa quinta feira (11), madrugada de sexta (12) no Brasil.

Enquanto um certo clima de pessimismo paira sob os EUA, que motivou a administração do presidente Bush a estudar o uso de parte do empréstimo de US$ 700 bilhões (R$ 1,7 trilhão) aprovados para o sistema financeiro daquele país no socorro às fabricantes, no Brasil a expectativa é de que as vendas aumentem com a redução temporária (até 31 de março) do imposto sobre os automóveis.

Para Sérgio Reze, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a medida é “muito bem aceita e ajudará a reduzir a queda nas vendas observada nos últimos meses”. Segundo Reze, a expectativa é que, em torno de 60 a 90 dias a partir de agora, a comercialização de carros novos volte a crescer, mas não no mesmo ritmo observado antes da crise. Sobre a diminuição do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para 1,5% ao ano, Reze declarou que a instituição batalhava para uma isenção integral do tributo, porém “o custo de um financiamento será, de qualquer maneira, reduzido”.

A assessoria da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou que “assim que a medida de redução do IOF entrar em vigor, os financiamentos passam automaticamente a receber o imposto menor nas concessionárias”. Com relação aos novos valores do IPI, a Associação informa que suas afiliadas estão comprometidas a conceder o desconto aos consumidores e que “isso levará um pouco mais de tempo, pois será necessário refaturar os preços”. Em uma pesquisa por concessionárias da Grande São Paulo, o Carro Online apurou com vendedores que eles aguardam as novas tabelas das montadoras para praticar os valores reajustados.

Benefícios aos consumidores

A Fiat informou que repassará toda a redução do IPI aos clientes e os novos preços valem a partir desta sexta-feira (12). O Mille Fire Economy 3 portas, por exemplo, passa a custar R$ 21 754 e o financiamento de veículos da linha também será reduzido, mas as novas taxas e a data em que começarão a valer serão divulgadas posteriormente. A Chevrolet e a Ford seguirão os mesmos passos de sua concorrente e, a partir de sábado (13), adotarão a nova tabela do IPI (que agora incide em 5,5% carros com propulsor flex e em 6,5% os movidos a gasolina, ambos com cilindrada entre 1 000 cm³ e 2 000 cm³). A montadora norte-americana cita em comunicado oficial que o novo Ka será vendido agora por R$ 23 157 ante o preço promocional de R$ 24 900 que os distribuidores da marca estavam praticando. A Volkswagen foi a única que não revelou seu posicionamento perante as novas regras do imposto.

Na última quinta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu uma revisão dos juros praticados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal para diminuir as taxas cobradas “na ponta” (termo utilizado para referir-se ao custo que chega ao consumidor final) para pessoas físicas e jurídicas. Apesar da euforia inicial, Luiz Carlos Augusto, da consultoria JATO, especializada em mercado automotivo, analisa que “a redução no IPI favorece em grande parte as montadoras, mas é necessário que o governo pense também em medidas para estimular a venda de veículos usados, que são uma importante moeda de troca”.

Augusto explica que, como os financiamentos para os usados não ofereciam condições atrativas, eles acabaram se desvalorizando acima da média. Com a recém-anunciada diminuição do IPI, a tendência é que eles percam, no mínimo, 8% de seu valor com a nova política tributária.
Outro ponto de vista é fornecido pelo professor Evaldo Alves. Segundo ele, com a economia novamente aquecida, os carros usados podem ganhar mais procura e, por conseqüência, não ter uma desvalorização tão acentuada. O professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo salienta que “os efeitos das medidas econômicas serão sentidas somente na metade de 2009”. “Em julho do ano que vem, talvez a economia esteja em um patamar aceitável. Não adianta pensar que retomaremos o mesmo nível de atividades observado até o fim de setembro deste ano”, conclui Alves.


Fonte Carro OnLine (http://carroonline.terra.com.br//index.asp?codc=2291)