sábado, 31 de outubro de 2009

Ford Focus RS











Desta vez vai dar certo! Atiro o Focus RS para dentro de uma curva com um violento golpe no volante e espero pela saída de traseira... que não acontece! Há longos minutos venho provocando o carro por uma estrada sinuosa para ver até onde vai a esperteza dos engenheiros que fizeram a inovadora suspensão RevoKnuckle (uma evolução do sistema MacPherson). Mas sem resultado. Finalmente, depois de os pneus superaquecerem, surge a saída de traseira, discreta e gerada pela inércia.

São poucos os esportivos com tração dianteira, mesmo com menos potência, que chegam a limites tão altos. Tento outra provocação: acelerar cedo numa curva apertada. Estou à espera que a tração dianteira deixe transferir parte da potência para a roda interior à curva. Nada disso! Mesmo com o controle de estabilidade desligado (o RS quase não precisa dele), o autoblocante Quaife (diferencial com autoblocante sensivel ao torque que transfere até 2/3 da força para a roda com mais tração) faz o seu trabalho e deixa o Focus mais esportivo da linha seguir adiante com vigor.

A Ford desenvolveu a nova geração do Focus RS à maneira antiga: testanto, testando e...voltando a testar. Um dos testes foi completar 400 voltas no circuito de Nürburgring, na Alemanha. Nesse carro não há diferenciais eletrônicos, nem suspensão com amortecimento controlado, tampouco barras estabilizadoras ativas. Há uma plataforma base com quatro rodas independentes e um minucioso trabalho de afinação. Sente-se isso desde os primeiros metros ao provar o carro: a suspensão não deixa o Focus escapar quase nada, mas sua tolerância ao mau piso é uma surpresa. Isso, em contrapartida, é sentido nos comandos restantes: a embreagem é tão dócil como a de um Focus 1.6, mas sabe ser rápida e resistente quando o pé esquerdo lhe joga dezenas de quilos de torque. O mesmo se passa com a transmissão manual de 6 marchas, que mesmo muito rápida é sempre suave e silenciosa. Já a direção tem assistência regulável em três níveis, mas nem vale a pena inventar muito: o modo conforto a deixa leve na cidade e rápida em estradas sinuosas. Só na rodovia é preferível usar o modo esportivo para aumentar a estabilidade direcional.

Já o pedal de freio exige um pouco de força na cidade, mas é o preço que se paga pela facilidade de dosagem quando se anda (muito) rápido. Fora isso, o RS é um Focus igual aos outros Focus de três portas: tem um porta-malas com boa capacidade, materiais na média do segmento e espaço interior amplo.

Aliás, com os bancos esportivos muito finos, há mais espaço para os joelhos de quem vai no banco traseiro. Contudo, os assentos Recaro não têm regulagem de altura. A posição é, por isso, um pouco alta, mas, tendo em conta a concentração que altas velocidades exigem, isso acaba proporcionando uma visibilidade perfeita para o total controle do carro. O único empecilho, em utilização “comportada”, é mesmo o enorme diâmetro de giro: 12,2 metros. Há picapes que precisam de menos espaço para manobrar. Por isso, o melhor é voltar à tal estrada sinuosa.

O motor cinco cilindros 2.5 turbo emite uma sinfonia de ruídos que faz lembrar o antigo Audi quattro (o nome é escrito assim mesmo, em caixa baixa) de ralis: o ronco do propulsor, os espirros do turbocompressor... Quando se quer tirar todo o proveito dos 305 cv gerados pela máquina, o melhor é manter os giros do propulsor acima de 2 800 rpm. Depois, há duas hipóteses: ou guiar com a potência e deixá-lo ir até às 7 050 rpm ou aproveitar a faixa de torque (o pico é 44,8 kgfm entre 2 300 rpm e 4 500 rpm) e passar de marcha mais cedo. Em termos de velocidade, a diferença não será muita e a suspensão aguenta facilmente uma condução mais livre. Em nossos testes na pista, o carro marcou 6s5 na prova de 0 a 100 km/h e levou apenas 14s5 para percorrer 400 metros. Nada mal.

A afinação da suspensão não para de impressionar. As frenagens em pontos de boa aderência também não desestabilizam a traseira. Claro que é possível provocá-la um pouco mais, porém, isso é um recurso de última hora e não é um estilo ideal para o Focus RS. Nos testes de frenagem, a máquina esportiva da Ford precisou de 53 metros para parar totalmente vindo a 120 km/h. Poderia ser melhor, levando em conta a alta esportividade do modelo.

O estilo do Focus RS é a eficácia, mas uma eficácia que deixa a sensação de restar sempre uma margem para ir além. Só mais dois pontos contra: o consumos em altas velocidades, que supera facilmente os 3 km/l, e o conforto na estrada, principalmente em emendas de viadutos. Por € 46 700 (cerca de R$ 125 000 sem taxas de importação ou impostos brasileiros), não é possível comprar outro esportivo de 305 cv. Ainda mais tão eficaz, seja com tração dianteira, traseira ou nas quatro rodas.

Fonte: http://carroonline.terra.com.br/index.asp?codc=3957

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dodge RAM - 2010


Pouco depois do grupo Chrysler sair da concordata, a Dodge, sua subsidiária, divulgou sua linha 2010 das caminhonetes RAM. De série, os modelos são equipados com um motor 5.7 V8 HEMI que gera 385 cavalos de potência e 55 kgfm de torque, mas há como opcional o motor 6.7 6 cilindros diesel, que entrega 350 cv e 89,1 kgfm de torque.

Se você precisar de tração para transportar seu trator (ou rebocar o elefante de estimação caso ele empaque), a Dodge RAM 3500 oferece eixo traseiro de rodagem dupla, além de possuir suspensão reforçada para transportar até 11,2 toneladas. Os discos de freios, para os dois modelos, são de 360 mm na dianteira e 358 mm na traseira e contam com ABS (sistema antitravamento das rodas).

Tanto na versão 2500 quanto na 3500 são oferecidas as opções de cabine simples, estendida e dupla. Nessa nova geração, ambas contam com uma extensa lista de opcionais. Entre eles se destacam bancos e volantes aquecidos, controle de temperatura automático, assentos com memória de posição, pedais ajustáveis, televisão para os bancos traseiros, som com dez auto falantes e HD com 30 GB para armazenar arquivos.

A RAM 2500 cabine simples é vendida por a partir de US$ 28 165 (o equivalente a R$ 48 000 sem taxas de importação ou impostos brasileiros), enquanto a versão super cabine tem preço inicial de US$ 36 865 (R$ 63 000). Já a RAM 3500 cabine simples parte de US$ 35 630 (R$ 61 000). A super cabine custa US$ 45 135 (R$ 77 000). Confira o porte dos veículos clicando no ícone "Fotos", acima.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Volkswagen Fox 2010 - novo visual





O agitado mercado brasileiro de automóveis hatchs compactos tem mais uma novidade. Trata-se do Fox 2010, que passou por uma reformulação visual interna e externa inspirada no desenho do novo padrão visual da Volkswagen, estética já conferida no Polo europeu e no refinado Passat CC. Ainda sem preço divulgado, o modelo começa a ser vendido no final de outubro nas versões Trend e Prime. Outro destaque da linha é a opção I-Motion (câmbio automatizado de 5 marchas ASG), disponível para as duas opções do carro.

É bom lembrar que não se trata de uma nova geração do Fox e sim um facelift, uma vez que o carro mantém a mesma plataforma PQ24 (usada no novo Gol e no Polo nacional), porém com elementos da base PQ 25 (a mesma do novo Polo europeu), como a coluna de direção. O destaque principal fica mesmo no novo visual. A parte frontal tem capô redesenhado e os faróis possuem o formato de um pentágono irregular, com uma parábola, nas versões mais simples, e duas no pacote Trend e na versão Prime.

Ainda na parte dianteira, a grade traz desenho mais afilado e dois frisos. O para-choque, claramente inspirado no conjunto do Polo europeu, possui entrada de ar na parte central com formato de colméia. Os faróis de neblina vão nas extremidades e os novos retrovisores externos lembram o do Gol 2010. Na traseira, a tampa do porta-malas é totalmente nova, assim como as lanternas e o para-choque. Já a luz de freio auxiliar, antes colocada dentro do carro, vai embutida no aerofólio.

Outra série de mudanças estéticas está presentes no interior do Fox 2010. O painel de instrumentos agora possui dois mostradores analógicos para conta-giros e velocímetro e um mostrador digital no centro, por meio do qual o motorista acessa informações do computador de bordo e do áudio, entre outros dados. O modelo também passa a contar com acabamento mais refinado no interior das portas e o console agora possui porta-luvas, item antes indisponível. Na versão I-Motion (apenas no modelo com motor 1.6 VHT), o veículo ainda pode ser equipado com o mesmo volante multifuncional do Passat CC, que possui borboletas atrás do volante para trocas de marcha.

Apesar da reformulação visual, o Fox mantém os mesmos motores na linha 2010. A versão de entrada traz o bloco 1.0 VHT Total Flex que gera até 76 cavalos de potência a 5 500 rpm e 10,6 kgfm de torque a 3 850 rpm. A outra opção é o motor 1.6 VHT Total Flex, que desenvolve 104 cv a 5 250 rpm e 15,6 kgfm de torque disponíveis a 2 500 rpm. Ambos vêm associados ao câmbio manual de 5 marchas. Na próxima terça-feira (27) o Carro Online trará a avaliação completa e os preços do hatch.

Fonte: http://carroonline.terra.com.br/index.asp?codc=4146

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fiat lança pacote de itens para Punto ELX

Quem comprar um Fiat Punto 1.4 ELX agora pode optar por dois pacotes de equipamentos e itens visuais na hora de incrementá-lo. Lançados nesta segunda-feira (19), os pacotes, chamados pela marca de Creative I e Creative II, já estão disponíveis nas revendas da marca por R$ 1 950 e R$ 2 880, respectivamente.

O primeiro kit acrescenta ao Punto rodas de liga leve aro 16”, spoiler traseiro, rádio CD/MP3 player, retrovisores com regulagem elétrica, painel de instrumentos da versão HLX, chave tipo canivete com telecomando e adesivo com a logomarca “Creative” nas colunas das portas dianteiras. De acordo com a Fiat, o pacote representa uma economia de 40% em relação ao preço dos itens separados.

A opção Creative II agrega ao veículo todos os itens do primeiro kit mais sistema Blue&Me, equipamento operado por comandos de voz com Bluetooth, plug USB no porta-luvas e volante revestido de couro com comando de som e telefone. Segundo a fabricante, o comprador que optar pelo pacote poupa 31%.

Amarok chegando ao Brasil


O hotsite especial da picape Amarok, primeira picape média desenvolvida pela Volkswagen, vem sendo atualizado de acordo com a proximidade da chegada do utilitário ao mercado. O visual ainda é desconhecido, mas a página online, agora chamada de “Amarok Lab” (“laboratório Amarok”, em inglês), já revela algumas especificações do veículo, vídeos e a data exata de seu lançamento: 15 de dezembro deste ano, mas por enquanto somente na Argentina, onde será produzida da planta da VW em Pacheco. No Brasil, sua estreia acontecerá no primeiro semestre de 2010, como já confirmou anteriormente a Volks.

De acordo com o site, a Amarok será oferecida somente com motores TDI (turbodiesel intercooler) e tração integral. Segundo a Volkswagen, o torque gerado pela versão mais potente será o maior da categoria, hoje representada por picapes como Toyota Hilux e Nissan Frontier. A marca ainda afirma que o utilitário é capaz de carregar 1 000 kg de carga na caçamba e puxar um reboque de 2 800 kg. A página, que revela uma imagem propositalmente desfocada do veículo, informa também que ele pode rodar até 1 000 km com um tanque de diesel (a capacidade não foi revelada) e trará de série freios ABS (antitravamento) e controle eletrônico de estabilidade (ESP), além de assistência eletrônica em aclives e declives.

Baseada no conceito SAR, protótipo apresentado nos salões de Genebra e São Paulo em 2008, a picape, na versão de produção, levaria o nome Robust. No entanto, a fabricante desistiu do título e adotou o Amarok, palavra oriunda do idioma inuit, praticado por povos esquimós do norte do Canadá e Groenlândia, que significa “lobo”. De acordo com a explicação publicitária da marca, o nome foi escolhido por conta das características do lobo, um animal resistente, forte e supremo, “as mesmas qualidades da picape”, assegura a VW.


Fonte: http://carroonline.terra.com.br/index.asp?codc=4133

domingo, 11 de outubro de 2009

Massa confirmado !


Após mais um dia de exames bem sucedidos em Paris, o brasileiro Felipe Massa recebeu o aval dos médicos para poder testar um carro de 2007 da Ferrari em Fiorano.

“Na tarde deste sábado, Felipe Massa terminou os exames no Hospital Pitie Salpetriere, em Paris. A equipe médica, coordenada por Jean-Charles Piette, delegado médico da FIA, concluiu uma série de exames neurológicos e o resultado foi positivo”, disse a Ferrari, através de um comunicado.

A equipe ainda confirmou o teste de Massa com um F2007 na segunda-feira (12). “O Felipe retornará a Maranello e, na segunda, dará mais um passo em sua recuperação, andando com um modelo de 2007 privado”.

Fonte: http://racing.terra.com.br/index.asp?codc=4663

Audi Q7 2010






A Audi do Brasil confirmou nesta quinta-feira (8) a chegada do Q7 2010 na segunda quinzena de outubro. Levemente reestilizado, o modelo já vem com o novo logotipo da fabricante. As opções de motor para o mercado nacional são o 3.6 V6 de 284 cv (R$ 278 000) e o 4.2 V8 de 355 cv (R$ 349 000). Ambos possuem câmbio automático seqüencial Tiptronic de 6 marchas e tração integral quattro.

As mudanças da nova linha Q7 se concentram basicamente na parte frontal do veículo. A parte inferior do para-choque recebeu um aplique decorativo de alumínio e a grade dianteira tem filetes contornados de alumínio. Outro destaque é o conjunto de faróis contornado por leds, tendência da marca alemã iniciada no esportivo R8. Na cabine, laterais das 4 portas, painel e console central também passam a contar com adornos de alumínio.

Segundo a Audi, o modelo como motorização V6 acelera de 0 a 100 km/h em 8s5 e atinge 225 km/h. Na versão com motor V8, a mesma prova de aceleração é cumprida em 7s4 e sua máxima é de 248 km/h.

Como opcional, o carro pode ser equipado com o sistema Parking System Advanced, que transmite a imagem da traseira por meio de uma câmera de vídeo e traça a melhor rota para a manobra. Entre os opcionais também estão o Audi Side Assist, equipamento que ajuda o motorista em mudanças de faixa, alertando se há algum carro em pontos cegos do carro, e o Adaptive Cruise Control, um controlador de velocidade de cruzeiro com controle adaptativo de distância e velocidade por meio de ondas de radar.


Fonte: http://carroonline.terra.com.br/index.asp?codc=4079#

Step WGN - Nova Van da Honda estreia no Japão



A Honda apresentou nesta sexta-feira (9) a quarta geração de sua van Step WGN. Com capacidade para até oito passageiros, o modelo ainda conta com uma configuração especial para portadores de necessidades especiais. Todas as versões serão movidas pelo bloco 2.0 i-VTEC, que pode ser acoplado a uma transmissão automática de 5 marchas ou a um câmbio de relações continuamente variáveis (CVT).

No total, a Step WGN conta com três versões, com preços que variam de 1 988 572 ienes com as taxas obrigatórias do país inclusas (cerca de R$ 40 000) na configuração Step WGN G até 3 598 000 ienes (aproximadamente R$ 70 000) no caso da opção Step WGN Spada Zi com tração integral e a caixa de 5 velocidades automática.

Versátil como um automóvel desse tipo deve ser, a van pode ter a última fileira de bancos rebatida com uma operação simples. O espaço interno também melhorou e a altura da cabine aumentou 50 mm, totalizando agora 1,39 m. A marca ainda melhorou a dirigibilidade e a segurança da Step WGN com a adoção de um novo raio de giro de 5,3 m e controle de estabilidade (ESP).


Fonte: www.terra.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Agile da Chevrolet 2010 - Família Viva










Primeiro membro do chamado projeto Viva, o Agile visualmente é muito parecido com o conceito GPiX, apresentado no Salão de São Paulo, em outubro de 2008. No entanto, apesar de inédito, o modelo parece uma mistura de Corsa com Celta, Vectra GT e até mesmo Meriva. A grade frontal segue a mais recente identidade estética da marca, que no Brasil já se mostra presente no utilitário Captiva, enquanto a parte traseira tem lanternas cujas linhas acompanham com harmonia o desenho do conjunto traseiro. Na lateral, o destaque é o enxerto plástico que dá continuidade aos traços das janelas. Em ruas e estradas argentinas, repletas de carros antigos, o hatch tem forte presença e já torce o pescoço de muitos “hermanos”.

“O Agile foi feito de dentro para fora”, explica Carlos Barba, diretor de engenharia da GMB. Ao entrar na cabine, nota-se que a ergonomia foi umas das prioridades no desenvolvimento do carro. Há espaço suficiente para quatro passageiros, porém, a presença de um quinto elemento compromete o conforto na fileira da traseira, que, por sinal, tem assentos muitos curtos. Segundo Barba, os bancos nesse formato são mais cômodos para passageiros de grande estatura. Outros destaques do habitáculo são os 27 porta-objetos, o assento do passageiro totalmente rebatível e a maleabilidade dos bancos traseiros. “Carrega uma prancha de surf sem problemas”, garante o engenheiro.

Para o motorista há regulagem manual da altura do banco e volante, que é levemente torto para esquerda. Herança do Celta? Talvez. Ainda seguindo a árvore genealógica da GM, o painel é inspirado no do Corvette, guardadas as proporções. Esse conceito é chamado pela empresa de “dual cockpit” e, segundo a marca, foi projetado para aumentar a sensação de espaço interno e criar uma maior individualidade entre motorista e passageiro. Segundo a análise de Colossi, responsável pelo marketing GM, a cabine é “luxuosa”. No entanto, do ponto de vista crítico, o acabamento que mistura plástico de diferentes tonalidades e textura é simples.

O Agile é um carro agradável de dirigir. A posição é boa e os comandos são extremamente suaves. O pedal de embreagem, por exemplo, é uma “manteiga”, e o câmbio manual de 5 marchas é bem escalonado e proporciona boas trocas para quem gosta de dirigir de forma mais esportiva. Porém, o modelo disponibilizado para o test-drive segue as especificações argentinas: roda somente com gasolina pura (a gasolina brasileira tem entre 20% a 25% de etanol anidro), o que o deixa com 10 cv a menos de potência e 1,2 kgfm de torque mais fraco em relação ao modelo destinado ao mercado brasileiro, segundo a GM. Ainda assim, mesmo transportando quatro ocupantes, o modelo demonstra boas respostas em baixa rotação e também retoma bem.

Seguindo pela Rota 7 de Mendoza, uma estrada que acompanha de perto os picos nevados das Cordilheiras dos Andes, o Agile mostrou-se sensível a ventos laterais. A rajada de vento da região, chamada de Zonda, é forte o suficiente para balançar o carro e mudar levemente seu curso. É preciso estar atento e segurar corretamente o volante nessa hora, mas não chega a ser algo que comprometa seriamente a segurança do automóvel. De acordo com Barba, o homem de design da Chevrolet, isso acontece por conta do elevado centro de gravidade do carro. Por outro lado, apesar dessa característica, o modelo é muito bom de curva.

Um dos trunfos do Chevrolet Agile é sua interessante lista de equipamentos de série. Na versão de entrada (LT), o modelo já vem com ajuste de altura do banco do motorista, direção hidráulica, limpador e desembaçador do vidro traseiro, computador de bordo, acendimento automático dos faróis, travas e vidros (dianteiros) elétricos, alarme e ar-condicionado. Como opcional, o Agile LT ainda pode ser equipado com airbags frontais, o que eleva seu preço a R$ 38 930.

A variante LTZ sai da fábrica com todos os itens da versão LT e ganha espelhos retrovisores com ajuste elétrico, rádio CD/MP3 player com conectividade USB, iPod e Bluetooth e faróis de neblina. Quem quiser incrementar ainda mais a versão pode optar por vidros elétricos traseiros, lanterna de neblina, airbags frontais e freio ABS (antitravamento) com EBD (sistema eletrônico de distribuição de frenagem por demanda). Com isso, a Chevrolet espera comercializar em torno de 3 500 unidades por mês.

Atributos para dar certo não faltam ao Agile. O design, tão defasado na linha GM nacional, é novo, o motor é bom e a lista de equipamentos vai fazer executivos de outras fabricantes se coçarem, além de acirrar a briga do segmento, representado por carros como Renault Sandero, Fiat Punto e Volkswagen Fox (que muda em breve). Seu preço também é bastante competitivo, mas o modelo como um todo ainda pode melhorar.