Saber onde está o tráfego e, ainda melhor, poder evitá-lo agora não será um privilégio exclusivo de norte-americanos, europeus e demais países desenvolvidos. A Mio já disponibiliza no Brasil o Moov S555, modelo capaz de receber informações de trânsito por meio do sistema RDS-TMC (Traffic Message Channel).
O modelo é vendido por R$ 1.299 e, por enquanto, o serviço é oferecido somente na região metropolitana de São Paulo e litoral e na cidade do Rio de Janeiro. Em breve, segundo a empresa, a cidade de Belo Horizonte também contará com o sistema.
Para que as informações cheguem aos usuários, uma complexa estrutura foi montada pela empresa. Quem nos explica é Vinicius Gaensly, gerente de projetos da Movix: “nós mantemos uma central de trânsito montada aqui na companhia. Nossos funcionários acompanham várias fontes de informação de trânsito como TV, rádio e a própria CET (Companhia de Engenharia de Trânsito de São Paulo). Além disso, alguns veículos que são rastreados por nós também são acompanhados e, analisando suas velocidades médias, detectamos zonas de congestionamento”.
Com tudo reunido, os dados são organizados e enviados via internet para uma antena de rádio, a qual distribui o sinal para os aparelhos compatíveis com a tecnologia. No caso do Moov S555 que avaliamos, uma antena é acoplada junto ao carregador veicular, portanto, para que o serviço funcione é preciso tê-lo disponível no carro.
E todo o esquema apresentado por Gaensly mostrou-se muito eficiente nas ruas. Para testar o aparelho, elaboramos um rota de 26 quilômetros que contemplava longos trechos pelas Marginais Tietê e Pinheiros na cidade de São Paulo, pontos de grande incidência de engarrafamentos.
O aparelho surpreendeu pela precisão com que aponta os locais de lentidão. Na tela, enquanto a rota escolhida aparece traçada em verde, as vias críticas são preenchidas com uma linha roxa e um pequeno sinal indica os locais em que a trânsito está comprometido. Se o caminho escolhido passar por alguma dessas vias, uma voz anuncia a mensagem “há um evento de tráfego na sua rota”. Após isso, se for o caso, basta tocar na mensagem exibida na tela que o GPS oferece uma opção para desviar do problema.
Em outra situação, dessa vez saindo da cidade de São Paulo, introduzimos no Moov S555 um destino localizado no Grande ABC que totalizava 32,5 quilômetros. Para verificar a real ajuda do equipamento, primeiro realizamos o trajeto sem a ajuda do aparelho. No total cumprimos a navegação em 1h35, sendo que no dia seguinte, no mesmo horário, ligamos o GPS e permanecemos atentos para qualquer “ocorrência de tráfego”. Na Avenida Vicente Rao um carro quebrado ocasionou uma lentidão por cerca de um quarteirão e meio devidamente registrada pelo aparelho. Um recálculo na rota nos permitiu chegar ao destino em 1h17, tempo aceitável uma vez que, quando rodamos sem a ajuda do Moov, não encontramos acidentes ou problemas pelo caminho.
Muito além de ajudar a evitar o estresse e desgaste no deslocamento diário, aparelhos como o GPS capaz de receber informações sobre o trânsito podem até mesmo a ajudar a aliviar o trânsito nas cidades grandes, desde que a tecnologia se torne acessível. Ela provou que funciona, agora só precisa ficar mais barata.
Fonte: http://carroonline.terra.com.br/index.asp?codc=5422
quarta-feira, 16 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
BB1 e Hypnos: franceses ecológicos




O Grupo PSA Peugeot Citroën também trouxe suas "vedetes" para o Michelin Challenge Bibendum, o maior evento de carros ecológicos do mundo, realizado nesta semana no Rio de Janeiro. Misto de automóvel e moto, o Peugeot BB1 traz um guidão no lugar do volante e, pasme, lugar para quatro ocupantes. Os dois que seguem atrás precisam encaixar as pernas ao lado dos bancos dos que vão à frente, como se estivessem em uma moto.
Já quem dirige acelera na manopla direita e freia em manetes, exatamente como nas motocicletas. A "face carro" do BB1 volta quando você olha ao redor e nota que há portas e um teto translúcido para protegê-lo. Os motores elétricos são capazes de desenvolver 20 cv e oferecem 130 km de autonomia. Já as baterias que oferecem energia a eles podem ser recarregadas na tomada (a Peugeot não divulga o tempo usado para a operação) e ainda contam com o reforço de painéis de captação de energia solar no teto.
Mesmo depois de muita negociação não conseguimos assumir o volante, quer dizer, o guidão do BB1. Ao lado de um funcionário da Peugeot, fomos ver qual era a do carrinho que parece um smart com 20 anos de evolução em seu design – não que o pequeno modelo da fabricante pertencente à Mercedes seja feio, mas não chega perto do ar vanguardista do conceito francês.
Com uma suspensão extremamente dura mesmo em piso liso, o BB1 levou quatro pessoas sem aperto para os que iam à frente e com mais espaço que um MINI Cooper na traseira. Era interessante notar o freio motor do modelo. Quando o motorista desacelerava, ele reduzia a velocidade rapidamente sem que o condutor precisasse recorrer aos manetes de freio.
Ainda sem data prevista para chegar às ruas, o pequeno Peugeot pareceu ser a alternativa mais interessante da feira para um veículo urbano pequeno e com bom espaço interno. Mas você estaria disposto a comprar um carro com guidão? É uma proposta ousada, sem dúvida, mas que tem lá seu charme.
A Citroën já traz uma proposta menos radical: o protótipo Hypnos, que, mesmo com seus bancos coloridos e rodas cromadas de 22”, não é tão revolucionário quanto a aparência sugere. Sob o capô há um motor diesel de 200 cv de potência e 42,8 kgfm de torque que trabalha em conjunto com um propulsor elétrico de 50 cv e 20,4 kgfm. Juntos, ambos rendem ao SUV um consumo de apenas 22,2 km/l com emissões de 120 g CO2/km.
O carro exposto na feira – o único do mundo, assim como o Audi e-tron – enfrentava problemas com o sistema elétrico durante o evento. “A maresia acabou corroendo os conectores de recarga. Mas nós conseguimos contornar isso”, disse um funcionário da Citroën. Menos mal, já que pudemos avaliar o Hypnos por completo. E o melhor: ao volante.
Na hora de sair, o ronco do motor a combustão se manifesta para mover o “monstrengo ecológico”. Na primeira descida, porém, é só tirar um pouco o pé do acelerador para ouvir o propulsor desligar automaticamente e apenas o conjunto elétrico funcionar.
“Mas o que acontece se eu precisar de força rapidamente?”, pode estar perguntando você. Resposta: o Hypnos aciona novamente o bloco a diesel em uma pequena fração de segundo e oferece força novamente sem a menor demora. É um tipo de sistema Start/Stop, mas ainda mais eficiente, já que ele não tem o tempo gasto pelo motorista para tirar o pé do freio e chegar ao acelerador para voltar à ativa.
Não há como negar que ainda causa estranheza andar em um carro com guidão e em outro que desliga o motor em pleno funcionamento. Mas, se este é o futuro, é preciso ir se acostumando a ele. Pelo menos nesta experiência, os dias vindouros prometeram diversão.
Fonte: http://carroonline.terra.com.br/index.asp?codc=5379
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